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Ficheiro Abril 2009

A participação do cantor Ricky Vallen na homenagem a Aline Barros no programa Raul Gil já alcançou a impressionante marca de um milhão de acessos no YouTube. Rick cantou a música “Sonda-me, Usa-me”, que faz parte do CD Som de Adoradores (MK Music) e se emocionou ao interpretá-la. “Quando eu recebo essa graça de cantar as coisas de Deus fico com um pouco de medo por não me sentir preparado. Estou bastante emocionado de poder vir cantar tão preciosa peróla”, declarou o cantor.

Aline Barros deixou seu recado para ele após elogiar sua performance. “Se nós etendermos verdadeiramente o que estamos cantando e porque estamos aqui, vamos realizar tudo o que Deus tem para nós nessa terra. Vamos ser prósperos, frutíferos e abençoados. Quando cantamos, declaramos e abrimos nossa boca para falar qualquer coisa sobre Deus, Ele nos usa”, ressaltou a cantora, um dos maiores nomes do gospel no país.

Aline Barros também foi homenageada no Raul Gil por outros talentos revelados no programa: Gabriela Rocha (“O Poder do teu Amor” Sabrina Bruna (“Pula Pula”), Elias dos Santos (“Consagração”), Taís Séliger e Max Petrônio (“Para Sempre Te Adorarei”). Confira acessando os links abaixo.

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O autoproclamado fã número 1 do Iron Maiden mora em um sobrado humilde no bairro de Itaquera, zona leste de São Paulo. Fanático pelos metaleiros desde a década de 1980, Marcos Motolo, 36, diz ter feito 172 tatuagens da banda por todo o corpo e, como se o feito não bastasse para provar sua devoção, ainda registrou o filho de dez anos como Steve Harris em homenagem ao lendário baixista do grupo. Mas, da turnê recente do Maiden pelo país - que se encerra nesta terça com um show em Recife -, Motolo conta que não conseguiu ver nenhum show. Estava ocupado demais pregando a palavra de Cristo como pastor evangélico.

Personagem do documentário “Flight 666″, filme oficial da banda britânica de heavy metal que tem estreia nos cinemas prevista para o mês que vem, o pastor metaleiro não renega o seu passado. Em vez disso, tem usado sua história pessoal para “semear no deserto”, ou ainda, “levar a palavra de Deus às pessoas que não estão preocupadas com isso”.

Em um culto evangélico realizado há dez dias, em Suzano, município da Grande São Paulo, vestindo um terno preto que cobria algumas mas não todas as tatuagens, Motolo intercalava com desenvoltura versículos da Bíblia com a promoção de sua participação no documentário internacional. “Será a primeira vez que a palavra de Cristo vai chegar a países como a China ou a Rússia”, prometia entre “glórias” e “aleluias” aos fiéis, muitos dos quais provavelmente jamais haviam ouvido falar de Iron Maiden - muito menos da temática demoníaca de muitas das letras da banda.

Convertido há apenas quatro anos, Motolo não vê problemas na mistura do sagrado e do profano. “O interessante é você saber diferenciar cultura de religião. Se a pessoa é evangélica e toca numa banda de rock, ela não precisa parar de tocar. Mesmo que [a banda] fale de Satã. Aquilo é a profissão dela, lá ela é empregada”, defendeu o pastor e missionário - termo usado àqueles que não pregam apenas em uma única igreja - em entrevista ao G1 pouco antes do início da pregação.

“Se a pessoa souber curtir o heavy metal ou qualquer coisa, pode ser até funk ou futebol, sem se envolver em coisas que destruam sua saúde, é bom. Os caras do Iron Maiden, por exemplo, são inteligentes. Eles tocam heavy metal, mas quando o show acaba, eles vão tomar um Gatorade ou um suco. É por isso que estão vivos até hoje. Já o Nirvana fez dois anos de sucesso e o vocalista se matou. Por quê? Porque ele não soube diferenciar a vida particular dele da vida em cima do palco”, teoriza.
White metal

À primeira vista pode parecer estranho, mas a aproximação entre o rock pesado e os movimentos cristãos não é novidade. Não fosse pelas letras de louvor a Jesus, a banda australiana de white metal Mortification poderia ser facilmente confundida com o Sepultura. No Brasil, há bandas de rock evangélicas como a Oficina G3 e uma igreja dedicada especialmente a acolher tatuados, roqueiros e surfistas convertidos, a Bola de Neve Church. Até o performático Alice Cooper, um dos pioneiros em levar o horror aos palcos, investiu recentemente parte de seu dinheiro na construção de um centro cristão de reabilitação de jovens na cidade de Phoenix, no Arizona.

“A maldição só existe quando você acredita nela”, defende Motolo, que entre as marcas no corpo tem inscrições de 666 - “o número da Besta” -, diversas versões do monstro Eddie, o mascote do Iron Maiden, e algumas imagens de guerra e mutilação que fariam arrepiar os cabelos de fiéis mais ortodoxos. “Eu não acredito que nada que eu tenha venha me prejudicar de alguma forma. A Bíblia fala que nenhuma condenação existe quando a pessoa encontra Cristo. Por isso que você vê muito ex-matador, ex-traficante ou ex-roqueiro que vira pastor. Semana retrasada um grande líder dos Carecas do Subúrbio [tradicional gangue paulista de neonazistas] voltou para a igreja”, afirma.

No princípio era o rock

Filho de pais religiosos, o pastor diz que nunca havia lido os evangelhos até a sua conversão, em 2005. Como boa parte dos adolescentes brasileiros apaixonados por música nos anos 80, sua bíblia sagrada de então era a revista “Bizz”. Foi lá que leu pela primeira vez nomes como Beatles, Raul Seixas, Blitz, RPM e, claro, Iron Maiden. “Eu era criança, mas acabava enrolando meus pais. A ‘Bizz’ sempre tinha umas coisas mais leves na capa, mas atrás tinha uma página de venda de camisetas com vários desenhos do Iron Maiden, que me chamavam muita atenção. Para mim, o mais bonito era de um single chamado ‘Aces high’. Na frente, tinha o Eddie pilotando um avião todo baleado, dilacerado, e atrás estavam outros Eddies, riscados, que já tinham morrido naquele combate”, lembra.

Depois de ler uma entrevista publicada em 1982, Motolo ficou fissurado pela banda. Passou a gastar toda a mesada comprando os discos em vinil do grupo, que ouvia em uma vitrola portátil. “Eu ‘tocava’ as músicas do Iron Maiden. Pegava o cabo da vassoura e começava a agitar. Hoje o pessoal faz air guitar, eu tocava guitarra com vassoura!”, diverte-se.

Pouco depois, fundou um fã-clube chamado Piece of Maiden, que reunia outros fanáticos pela “donzela de ferro” – um dos apelidos pelo qual o Iron Maiden é conhecido. “Ele era completamente alucinado pela banda, uma coisa meio patológica até”, recorda Fernando de Sousa Pinto, ex-editor da revista “Rock Brigade”, uma das primeiras a publicar uma reportagem sobre Motolo. “Também fui fã desde a adolescência, mas nunca imaginei fazer nem 10% do que ele fazia pela banda.”

A idolatria incluía até leituras “satânicas”, sempre à procura das referências citadas nas músicas do Maiden, do bruxo Aleister Crowley às obras do escritor de horror HP Lovecraft. “Eu entrava em cemitério de noite, via filme de terror, subia na caixa d’água da escola para ver o Sol nascer. Tudo o que era proibido agradava. Mas eram peraltices que não eram agressivas. Eu preferia entrar no cemitério ou subir em caixa d’água do que colocar uma arma na cintura e sair por aí matando. A gente não agredia ninguém. Se viesse a ter algum mal, seria contra nós mesmos”, justifica.

Pele à venda

A primeira tatuagem - o Eddie do disco “Piece of mind”, gravado no peito - foi feita em 1999 e, dali em diante, relata Motolo, foram seis anos de sessões diárias até chegar às 172 que diz ter feito no total. A contagem, no entanto, obedece a um método peculiar: cada letra ou objeto diferente riscado no corpo ele considera uma tatuagem.

Motolo conta ainda que chegou a ser contatado por um membro da Yakuza, interessado em comprar a sua pele tatuada por algumas dezenas de milhões dólares. Relatos sobre o mercado de compra e venda de pele ligados à máfia japonesa não são inéditos, mas geralmente são difíceis de se comprovar.

“A gente ouve falar disso, mas estamos falando de máfia. Não acho que ela vá dar o dinheiro e esperar que a pessoa seja metralhada ou encontrada morta e leve o dinheiro deles embora”, opina Roger Vieira, tatuador de São Miguel Paulista que fez a primeira tatuagem em Motolo. “Às vezes aparecem aproveitadores, mas, nos 25 anos em que eu venho trabalhando com tatuagem, nunca conheci ninguém que tenha vendido a pele.”

O pastor, no entanto, sustenta sua versão e diz que estava prestes a fechar o negócio, quando teve a visão que mudaria sua vida para sempre.

“No dia 10 de abril de 2005, eu estava deitado na minha casa, muito preocupado porque eu ia fazer a última tatuagem. Ia tomar uma anestesia e ficar 48 horas desacordado para tatuar embaixo das unhas. De madrugada me faltou sono, e eu tive uma visão em que um homem de fogo apareceu e falou para mim que eu não teria nem fama nem dinheiro, mas que, a partir daquele dia, ele ia me levar para os quatro cantos da Terra e, onde eu colocasse meus pés, as pessoas seriam transformadas pelo poder de Deus”, conta.”E aconteceu. Desde então, dois mortos com óbito já ressuscitaram, um câncer de 9 cm sumiu de dentro do ventre de uma moça, paralítico anda, cego vê, mudo fala e escuta através do poder da palavra de Deus.”

172 – 8 = 164

Convidado pela irmã, também evangélica, para dar seu testemunho na igreja, Motolo se converteu. “Eu nunca tinha lido a Bíblia na minha vida. A partir daquele momento a Bíblia inteira apareceu na minha mente. Eu não leio a Bíblia, nunca li. Eu abro a Bíblia e Deus me revela o que aconteceu na vida de qualquer pessoa ali dentro.”

Mas a lista de milagres que Motolo diz ter experimentado não para por aí. Na mesma profética visão de abril de 2005, o pastor diz ter ouvido de Deus que “seria imortal na Terra até que todas as tatuagens desaparecessem”. “E, por milagre, oito tatuagens já se apagaram do meu corpo. Agora tenho 164”, afirma.

Nesse ritmo, vai viver até quando, pergunta a reportagem? “Com Deus é um mistério. Pode desaparecer tudo num só dia ou pode demorar um pouco mais. Mas elas estão sumindo gradualmente, devagarinho…”, insiste.

Desconfiado, o tatuador de Motolo volta a ponderar. “Ele voltou aqui depois que virou pastor. Eu não vi nada apagando, mas se for mal feita, em cinco anos, começa a desparecer uma boa parte mesmo.”

Prova de fé

Ceticismo não é uma novidade na vida do pastor metaleiro. Mesmo entre a comunidade evangélica, ele diz que muitas vezes enfrenta resistência. “Até hoje, de alguma forma, as pessoas me olham com um olho aberto e outro fechado. O pastor Marcos Motolo aceitou Jesus de verdade? Por que ele participa do filme do Iron Maiden? Por que ele dá entrevista sem camisa e mostra as tatuagens? Algumas pessoas talvez não teriam coragem de deixar um novo convertido pregar em grandes conferências. Ficam com medo de acontecer alguma coisa, de eu voltar atrás e de o ministério deles ser envergonhado”, reconhece.

A também envangélica Ana Paula Mota, 37, que descreve Motolo como uma pessoa “sincera” e “tranquila”, crê intensamente na conversão do noivo. Segundo ela, nem os discos de heavy metal fazem mais parte da rotina do ex-maidenmaníaco. “A imagem do Iron Maiden ficou na vida dele por conta de tudo o que ele vivenciou e das tatuagens. São marcas que ficaram e que mostram a modificação do que ele era e do que é agora”, atesta a noiva. “Foi um verdadeiro milagre da parte do Senhor.”

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O Vaticano pode estar se preparando para promover um boicote em grande escala ao filme Anjos e Demônios, continuação do controverso O Código da Vinci, informou o site The Hollywood Reporter.

O Avvenire, jornal oficial do Vaticano, publicou uma matéria na sua edição da última sexta-feira (20) posicionando-se contra a produção e afirmando que a Igreja “não pode aprovar” um filme tão “problemático”.

Outra publicação, o The Turin Daily La Stampa, confirmou que o Vaticano planeja fazer um anúncio oficial em breve para incentivar os seus fiéis a boicotarem o longa-metragem, embora o arcebispo Velasio De Paolis já tenha alertado sobre as consequências negativas do manifesto, que pode acarretar no chamado “efeito bumerangue”. Ou seja, o boicote deve acabar atraindo ainda mais atenção para o filme e, eventualmente, torná-lo mais popular.

O Gabinete de Imprensa do Vaticano declinou fazer comentários sobre ambas as reportagens.

Essa “guerra” da Instituição contra Anjos e Demônios não é de hoje. Durante gravações do longa, produtores pediram permissão à oficiais da Igreja para filmar algumas cenas no Vaticano, que logo foi recusada.

Em 2006, na época do seu lançamento, O Código Da Vinci também sofreu tentativas de boicote, mas os apelos da Igreja tiveram pouco efeito sobre a popularidade do thriller, que arrecadou US$ 760 milhões mundialmente.

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Saiba como se defender do vírus que infectou 15 milhões de PCs e está incomodando até a Microsoft.

Eles são o terror de quem usa a internet. Malwares! É difícil que um internauta nunca tenha tido problemas com vírus e outros programas maliciosos que infestam o ciberespaço.

Ultimamente o mundo virtual tem ficado apreensivo quanto a uma nova e desconhecida ameaça que ronda a internet e está incomodando uma das mais poderosas empresas do mundo: a Microsoft.

Ele é chamado de Conficker e estimativas apontam para mais de 15 milhões de computadores infectados. Seus efeitos ainda são um mistério, pois informações sobre do que ele é capaz ainda são imprecisas. Seu poder deverá ser conhecido amanhã: especialistas acreditam que ele será ativado no dia 1º de abril de 2009.

CONFICKER
A ameaça misteriosa

Ele começou a ser distribuído ano passado e já alcançou mais de 15 milhões de computadores ao redor do mundo (de acordo com estimativas da F-Secure). Depois de sua descoberta e consequente enfraquecimento, seus programadores já lançaram diversas novas versões. Ao infectar uma máquina, ele pode se espalhar pela rede automaticamente, sem que seja necessária a mínima atividade.

VírusAté a gigante da informática Microsoft entrou na briga e no dia 13 de fevereiro deste ano ofereceu uma recompensa de US$ 250 mil para quem ajudar a prender os seus criadores. Este malware é o Conficker, também conhecido por Downadup, que surgiu no ano passado e já pôs em sinal de alerta todo o mundo virtual.

Este software malicioso se aproveita de uma brecha de segurança nos sistemas operacionais Windows e então se aloja no sistema. Especialistas da Symantec apontam que o maior número de PCs infectados possuem Windows XP SP2 e Windows 2003 SP1 não atualizados. Ao contrário do se acreditou inicialmente, o Windows Vista também está vulnerável a esta infecção.

Do que ele é capaz?

Especialistas dizem que ele deverá ser ativado e realizar seu primeiro ataque amanhã, dia 1º de abril de 2009. Mas especialistas da Microsoft apontam que ele impede o uso do recurso de restauração do sistema e baixa outros malwares para o computador. Desativando a restauração, o vírus impede que você consiga restaurar seu sistema a um ponto anterior a alguma alteração.

Objetivos maliciosos

Mas você também deve estar se questionando: qual seria o intuito de se invadir tantas máquinas assim simultaneamente? Pesquisando na internet, uma hipótese foi bastante recorrente, a de que os responsáveis por este malware objetivem criar uma enorme botnet.

Botnets são redes de máquinas infectadas por vírus que as tornam “zumbis”, ou seja, elas ficam vulneráveis a um controle à distância, de maneira simultânea e coordenada, por outras máquinas. Desta forma, os criadores do Conficker poderiam espalhar em pouco tempo mensagens de spam e até mesmo abalar a estrutura de internet de um país inteiro, tudo sem sair da frente de um computador central.

Seu PC pode virar um zumbi!

A título de comparação, um dos mais ameaçadores botnets da atualidade chamado de Storm, possui em sua rede 80 mil máquinas, um número milhões de vezes inferior aos 15 milhões do Conficker estimados pela F-Secure. Ou seja, independente do que este malware for capaz, provavelmente irá causar dano a muita gente.

Proteja-se!

Além de previsões virtualmente apocalípticas, os especialistas também dão algumas dicas de como se proteger desta ameaça invisível. A Microsoft lançou uma atualização para corrigir a falha no sistema utilizada pelo Conficker. Clique aqui para fazer o download. É importante instalá-la antes mesmo de desinfectar sua máquina.

Contudo, é possível que o vírus bloqueie a atualização e neste caso, tente algumas das alternativas abaixo, desenvolvidas especialmente para combater o Conficker (também conhecido como Downadup). Clique nas imagens para fazer o download:

W32.Downadup Removal Tool (2,2 MB – Symantec)
KidoKiller ( 102 KB – Kaspersky)
Anti.Downadup (2,5 MB – BitDefender)
F-Downadup (4,5 MB – da F-Secure)

Estes aplicativos irão varrer todo o seu sistema atrás do malware. Todos os quatro links disponibilizados são para downloads diretos e foram retirados dos respectivos sites de cada programa.

Cuidado na hora de se proteger

Devido a todo o alvoroço em torno desta ameaça, muitos outros cibercriminosos se aproveitam para conseguir novas vítimas. Portanto, fique atento e não saia clicando em qualquer link que promete levar você até a cura do Conficker. Antes disso, procure verificar a fonte da informação, de onde ela vem e também para onde levará você.

Outros crackers foram capazes de manipular resultados de buscas do Google, prometendo proteção contra a nova versão do vírus que será lançada amanhã. Na verdade, estes links podem levar você para páginas com novas infecções para seu computador, o que seria algo totalmente desagradável. Apesar do mecanismo de busca do Google ser um dos mais eficientes do mundo, nem sempre ele consegue ser 100% seguro. Fique atento!

Cuidado com as enganações existentes por ai

A F-Secure divulgou ainda uma página falsa na internet que promete ter a cura para esta praga. Acessando o site remove-conficker.org, os usuários poderiam fazer o download de um antivírus que daria conta do recado.

Só que na prática o que acontece é justamente ao contrário.  O programa baixado infecta sua máquina e lhe oferece a versão completa do software por US$ 40, para que então você possa limpar seu PC. A página citada está desativada, mas é sempre bom estar com os dois olhos abertos com esses pilantras.

Portanto, se você quer realmente se proteger baixe um bom programa antivírus como o Kaspersky, o NOD32, o Avira, o Norton, o F-Secure, o BitDefender ou tantos outros ótimos softwares do gênero que lhe ajudarão a manter sua segurança. Lembre-se também de manter o banco de dados de seu antivírus sempre atualizado, este é outro ponto importante.

Será?

"Quando a esmola é demais o santo desconfia", já diz o velho ditado popular. Será que uma ameaça tão grande, comparada inclusive ao Bug do Milênio devido à imprecisão de suas informações, teria sua data de lançamento divulgada assim, tão abertamente? É de se desconfiar, afinal, o apocalipse cibernético provavelmente não seria anunciado aos quatro cantos desta forma. De qualquer modo, o Conficker existe e precaução nunca é demais, portanto, além de manter seus antivírus atualizados, procure também realizar um backup daquilo que é essencial em sua máquina para não correr maiores riscos.

OUTRAS PRAGAS

Sequestrador de arquivos

Uma nova onda entre os crackers (os “programadores do mal”) é a de programas que sequestram arquivos da máquina infectada e então pedem um “resgate” para que você possa reavê-los. Estes softwares maliciosos normalmente são instalados juntamente com outros programas, passando-se por uma atualização de algum outro aplicativo.

Cuidado!Um bom exemplo disso é o FileFix. Ele funciona assim: uma “atualização” é instalada em sua máquina e então trava seu acesso a arquivos com extensão DOC (do Microsoft Word) e PDF (do Acrobat Reader). Se você tenta abrir um destes arquivos, recebe um aviso indicando a instalação do FileFix 2009, um programa que irá desbloqueá-los.

Este software cumpre o que se propôs a fazer, só que a versão gratuita do programa é capaz de liberar apenas um arquivo. Para fazer o mesmo com o restante será preciso adquirir o FileFix Pro, que custa US$ 50. Se você foi uma das vítimas deste malware, não se preocupe. A Bleeping Computer desenvolveu o Anti FileFix, software gratuito que consegue recuperar seus arquivos bloqueados pelo FileFix.

Até o Linux...

Até o Linux é alvo de malwares...Um vírus exclusivo do sistema operacional Linux e que poderá causar alguma dor de cabeça aos seus usuários é o psyb0t. Diferentemente dos outros malwares, ele não ataca seu computador ou notebook, mas sim modems ADSL e roteadores. Ele se aproveita de senhas fracas do equipamento e também da desatualização de firmwares para roubar informações de nomes de usuários e demais senhas usadas no computador.

Contudo, o vírus não tem vida fácil no Brasil. As prestadoras de conexão ADSL normalmente bloqueiam as conexões necessárias para a instalação do vírus e também a configuração padrão normalmente presente em modems e roteadores acabam por impedir que esta praga ataque o seu equipamento. De qualquer jeito, é sempre bom ficar atento e se proteger.

. . . .

Malware é sempre um assunto complicado. Se você já passou por alguns problemas por causa deles sabe do que eu estou falando e provavelmente deve ter alguma proteção em sua máquina. Se você nunca foi infectado por vírus, não espere pela primeira vez para cuidar da segurança de dados e informações presentes em seu computador. Baixe um antivírus hoje mesmo.

De uma forma ou de outra, seja roubando informações, bloqueando acesso a arquivos ou até mesmo danificando seu computador gravemente a ponto de haver necessidade de formatação, estas ameaças estão sempre presentes e é preciso muito cuidado para evitá-las.

Espero que as informações que prestei a todos possam ajudar na proteção contra o Conficker.  É importante ressaltar que este artigo não se trata de uma brincadeira de 1º de abril. Para o bem de toda a comunidade virtual, sempre que houver alguma novidade em relação a este assunto ainda tão desconhecido, eu solicito a vocês usuários que nos informem, postando comentários ou enviando emails. É só compartilhando a informação que conseguiremos nos proteger. Um abraço e boa semana a todos!

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